Não tem uma palestra, um seminário, hoje em dia, que não fale sobre Singularity University e Organizações Exponenciais.

Vídeos frenéticos mostrando como o mundo está mudando, por conta da tecnologia, como vai mudar mais ainda e como os seres humanos praticamente se tornarão irrelevantes. Empregos acabarão e, se você não se transformar em um desenvolvedor de app, vídeos, se não conseguir montar um unicórnio (startups de um bilhão de dólares) ou se, no  mínimo, não conseguir saltar de paraquedas a uma altura de 39 mil quilômetros (com muita tecnologia e mídias sociais, claro), você não tem futuro.

Até um garoto de 15 anos se assusta.

 

Ok, será assim. Já está ficando assim. É verdade que quando eu peço para a Siri ligar para minha mãe, ela liga para dez pessoas, menos para ela. E, no caminho, me diz umas dez vezes o fechamento do pregão de hoje, sem eu pedir. Mas isso será corrigido.

A SU, as OE, tudo isso é verdade e está transformando o mundo de forma disruptiva. Muito dessa disrupção virá para o bem. Transporte barato e abundante, medicina ao alcance do celular, energia renovável e barata, recursos vitais e quase de graça, tudo graças à tecnologia e especialmente à internet.

Mas e nós??? Os velhos (alguns são novos) e bons seres humanos?

Talvez a gente sirva para ficar em uns casulos, meio adormecidos, fornecendo energia para esses equipamentos todos… (onde foi que eu vi isso…).

Abundam vídeos e fotos mostrando a gente olhando para baixo, para nossos devices, caindo em buracos, tendo problemas na cervical, ninguém falando com ninguém, só no touch das nossas telas e rindo para videozinhos de centopeias abraçando elefantes, ou coisas assim.

 

 

Para mim, o recorde foi o anúncio abaixo.

 

 

O Taskworld é um aplicativo sensacional para trabalhos colaborativos à distância. Eu testei, é bárbaro.

Mas repare na relação da chamada com a foto: “trabalhe melhor em equipe”, mostrando dois caras que estão tudo, menos trabalhando em equipe. Chega-se ao requinte de um deles usar um fone de ouvido, que é para nem escutar o outro.

Tecnologia é tijolo. É o novo aço, o novo carvão, o novo vapor, a nova eletricidade. E ela só faz sentido se servir a um propósito que una toda essa disrupção. E esse propósito não pode ser o capital. Tem que ser o ser humano.

Você quer ser disruptivo, ficar aware, T-shaped e agile? Aprenda a ser um ser humano. O ser  humano é touch, é view, voice, friendly… e ninguém sabe usar isso direito.

Escuta ativa, teambuilding, integração, awareness, inteligência emocional 315.0,  além de fisioterapia para desencurvar a cervical… esse é o futuro. Com foco no humano, na interação, no compreender e atender o outro. Olho no olho, ouvido no ouvido!

Mais que isso, arranje um propósito que envolva as pessoas ao seu entorno. Mude o mundo, pelos seres humanos. Envolva pessoas, converse, pense algo maior do que você. Pense em gente, pense na gente.

Espiritualize-se! Aqui é aquele momento que o consultor fala… e isso não tem nada a ver com religião, tem a ver com propósitos maiores e transcendentes. O que u acho? 90% dos que estão lendo isso (deve dar umas 3 pessoas….) têm uma religião.

Portanto, espiritualização, propósito,  humanização, transcendência podem ser laicos. Mas podem ser religiosos. Você decide.

Quer ser disruptivo a partir de agora? Espiritualize-se. Tenha propósitos maiores e que superem os tijolos antigos, atuais e futuros.

Nunca, nada vai superar o ser humano no que ele tem de melhor. Sua humanidade, sua espiritualização.

José Rodrigues Passarinho

 

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