Todos sabem que uma corrente tem a força de seu elo mais fraco. E, em treinamentos, um elo que pode ser muito forte ou não, é o que liga uma consultoria ao seu cliente. Esse elo é o facilitador. A hora da verdade é a hora da entrega, da aplicação.

Independentemente do tamanho da consultoria, um risco importante, na nossa experiência, é a relação conteúdo X aplicação. Às vezes o conteúdo é belíssimo, mas a entrega deixa muito a desejar. Ou, por outro lado, a entrega foi dinâmica, atraente, motivadora, mas quando se pergunta ao participante o que ele aprendeu, a resposta é: “não lembro, mas o treinamento foi ótimo”.

Outro ponto importante é o controle da classe. A Andragogia não pode ser desculpa para uma aula excessivamente aberta onde o debate perde seu objetivo.

Segundo o Dr. Raymond Wlodkowski, no seu livro “Enhancing Adult Motivation to Learn”, um “instrutor motivador”, ou o nosso velho e bom facilitador, precisa de 4 pilares: expertise, empatia, entusiasmo e clareza.

Expertise significa conhecer o assunto profundamente e ter competência para entregar esse conteúdo dentro de um processo instrucional.

Empatia para entender o momento da classe, suas necessidades e expectativas e a capacidade de adaptar o conteúdo a esse público específico.

Entusiasmo, o poder do comprometimento e da expressividade. O trabalho do facilitador tem que ser de forma expressiva, com emoção e energia. Tem que valer a pena o seu treinamento.

Clareza: ele precisa ser entendido. Simples assim. Treinamentos planejados e conduzidos de forma a serem bem acompanhados e aprendidos.

Por isso, na Maix, temos como objetivo ouvir 4 coisas, depois de um treinamento: gostei, aprendi, vou usar e vamos ao próximo.

“Gostei” significa que o trabalho foi realizado de forma dinâmica e atrativa. Ou seja, valeu a pena participar dele.

“Aprendi” é o objetivo maior. E ele só acontece se o desenho do treinamento prever práticas, experiências, debates, enfim, tudo o que for preciso para que haja uma ótima retenção de seu conteúdo.

“Vou usar”, ou seja, é útil, aprendeu-se “como fazer” e não “o que fazer”. No dia seguinte, já se tem ferramentas para imediata aplicação.

“Vamos ao próximo”… E isso só vai ocorrer se tivermos conteúdo e entrega no mesmo grau de comprometimento, abrangência, profundidade e, acima de tudo, se o foco for em aprendizado.

José Rodrigues Passarinho

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