Fotos, fotos, fotos… tudo, hoje em dia, são fotos… Quase mais importante que o evento, é o seu registro.

“É a necessidade de tirar fotos”, diz Ary Diesendruck, fotógrafo, professor de fotografia em universidades, pesquisador sobre o tema e parceiro nosso, na Maix, em treinamentos que utilizam o recurso fotográfico como base para o aprendizado da cultura da empresa, por exemplo.

Tirar fotos, fazer registro é uma necessidade nova? Imagina… Bem antiga. Desde os tempos das cavernas! Ainda na forma pictórica, mas já existia essa necessidade de gravar o momento e, principalmente, contar uma história com isso.

Selfie é coisa atual? Nem pensar. O que eram os retratos, contratados a peso de ouro, pelos nobres, a pintores importantes?

“Os nobres e depois a própria burguesia, se diferenciavam pela qualidade, pelo preço e pelo autor de seus retratos. Até a cor utilizada era um indicativo da nobreza e do valor do trabalho realizado. Alguns pigmentos eram muito caros”, nos ensina Ary. “Hoje, esse desejo nobre se popularizou ao máximo, com os smartphones”.

E hoje, arrisco eu, ao invés das cores, o valor do retrato se percebe pelo fundo dele… Nova York, Londres… Disney?

Mas valor mesmo tem a história daquela foto. “A intenção do autor da foto, a narrativa da imagem. Toda imagem tem uma narrativa”, segundo Ary.

Cada foto que nossa avó mostrava tinha uma história. Não era só para ver, mas também para ouvir quando foi tirada, quem era aquele personagem, com quem era casado, quantos filhos teve e que dia era aquele, da foto.

A narrativa, a história da foto, pode ser para rememorar, contar, denunciar, emocionar, compartilhar, documentar, iludir, vender, contestar ou até enganar.

Para ter história, o fotógrafo precisa de uma intenção. Ele precisa dedicar um pouco de tempo para a intuição e para o racional… Qual o melhor ângulo, o melhor momento e a melhor luz. Um pouco de técnica e muita intenção, geram fotos com histórias belíssimas.

Algumas se tornaram ícones históricos, como o chinês em frente ao tanque de guerra, o beijo no fim da Segunda Guerra, Sharbat Gula e seus olhos verdes na capa da National Geographic e tantas outras no seu, no meu, no nosso Instagram…

Uma imagem vale mais que mil palavras…  Mas quando por trás dessa imagem há uma intenção, quando ela quer contar uma história, vale muito, muito mais.

 

José Rodrigues Passarinho

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